DO BRASIL, SOS AO BRASIL

“Mas os revolucionários cubanos mataram pessoas…”

Triste realidade. Cuba no entanto se tornou um país soberano, exatamente como os Estados Unidos. E uma verdade é que o Tio Sam teve que rebolar para aprender a dançar o mambo sem nunca ter pego a sério no tamborim.

Mas triste mesmo é ver que para muita gente aqui na Pindorama deveríamos ser iguaizinhos aos Estados Unidos mas, de forma impressionante, nunca naquilo que eles tiveram de melhor…

Queremos só a mudança cosmética da aparência sem tocar na essência. Queremos ser “Atlantic Plaza Residence” quando nossa alma é “Aquarius”. O “Brazil” não conhece o Brasil! Foi se mi$turando, se “modernizando” e se perdeu…

Nada contra sermos “modernos”, sem querer ficar do lado de quem não quer navegar. Mas ou tomamos o leme do nosso próprio barco, ou somos engolidos pelo mar da História…

Enquanto continuarmos tentando nos enxergar com um espelho emoldurado por outras latitudes seguiremos tendo uma imagem negativa de nós mesmos. Sem sabermos quem realmente somos e, pior, quem QUEREMOS ser!

Mas não “priemos cânico”, há vida pulsante ao sul do Rio Bravo! Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor!

guerraO quadro ao lado é “A morte do General Warren” pintado por John Trumbull e retrata um episódio da Campanha de Boston que deu início à Guerra Revolucionária Americana. Sabor de vida e morte!

Jorge Uóston foi o responsável naquele ano de 1775 por tomar o comando das diversas milícias pró-independência e as transformar em um exército continental coerente. É considerado um herói nacional.

Quando Brizola falou na Rádio da Legalidade, enquanto o Palácio Piratini estava sob ameaça que “não dariam o primeiro tiro, mas o segundo e o último”; ele estava inflamado pelos mesmos sentimentos que aqueles soldados lá nos “esteites”. But if you kill in English that’s OK, isn’t it?

Ambos os casos são aquilo que o conservador Gilberto Freyre chamou de “nacionalismo defensivo”, diferente do “nacionalismo agressivo”, aquele das potências imperialistas.

Mas se no primeiro caso, em sua formação, os estadunidenses tinham um nacionalismo defensivo em relação a sua dependência do Império Britânico. Já no segundo momento, da expansão de seu império, foi a vez do nacionalismo agressivo mostrar seus dentes: a política do “big stick” sob a lógica da “Segurança Nacional”, porque ingerência na soberania dos outros é refresco.

Entretanto não podemos nos enganar. Cuba não é e nem deve se tornar um modelo a ser seguido! Seus erros foram etapas de um processo histórico que devemos observar para não repetirmos. Ou inventamos, ou erramos!”Precisamos ousar inaugurar, de forma inédita, o que nunca se fez nessas latitudes”.

E quem sabe um dia, quando deixarmos de ser um país DEPENDENTE e passarmos a ser um povo soberano, daí poderemos misturar, sem ressalvas, nossa banana com o chiclete deles.

Iluminai os terreiros que nós queremos sambar!

Viva as lutas dos povos americanos!

Sejamos patriotas! Sejamos marginais! Sejamos heróis!

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